INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: AUTORIA, INTEGRIDADE ACADÊMICA E AVALIAÇÃO EM XEQUE

Palavras-chave: Inteligência Artificial na Educação, Inteligência Artificial Generativa, Autoria na Inteligência Artificial, Produção Acadêmica

Resumo

A Inteligência Artificial Generativa (IAGen) instalou-se no cotidiano acadêmico antes de qualquer resposta institucional ou docente consistente. Este ensaio teórico, fundamentado em revisão narrativa de literatura recente sobre IA na Educação (IAEd), argumenta que a IAGen não representa apenas uma nova ferramenta pedagógica, ela compromete, de forma simultânea e estrutural, três pressupostos sobre os quais a educação formal está organizada. O primeiro pressuposto é que o texto escrito é evidência de pensamento próprio; o segundo, que aprender exige esforço cognitivo do aprendiz; e o terceiro, que o avaliador é capaz de distinguir o que o estudante sabe do que ele produziu. Os três pressupostos são examinados nas dimensões conceitual, empírica, epistemológica e ética, a partir de marcos normativos internacionais e nacionais e de evidências sobre autoria, integridade acadêmica e atrofia cognitiva. Conclui-se que a incorporação acrítica da IAGen, sem que o campo nomeie o que está sendo comprometido, é mais perigosa do que a ferramenta em si.

Biografia do Autor

Jean Piton-Gonçalves, Universidade Federal de São Carlos – UFSCar

Doutor em Ciências da Computação e Matemática Computacional pela Universidade de São Paulo (USP). Professor Associado da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7392-2001. E-mail: jpiton@ufscar.br

Publicado
2026-08-28
Como Citar
PITON-GONÇALVES, J. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: AUTORIA, INTEGRIDADE ACADÊMICA E AVALIAÇÃO EM XEQUE. Educte - Revista Científica do Instituto Federal de Alagoas, v. 17, n. 1, p. 52-72, 28 ago. 2026.
Seção
Artigos