INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: AUTORIA, INTEGRIDADE ACADÊMICA E AVALIAÇÃO EM XEQUE
Resumo
A Inteligência Artificial Generativa (IAGen) instalou-se no cotidiano acadêmico antes de qualquer resposta institucional ou docente consistente. Este ensaio teórico, fundamentado em revisão narrativa de literatura recente sobre IA na Educação (IAEd), argumenta que a IAGen não representa apenas uma nova ferramenta pedagógica, ela compromete, de forma simultânea e estrutural, três pressupostos sobre os quais a educação formal está organizada. O primeiro pressuposto é que o texto escrito é evidência de pensamento próprio; o segundo, que aprender exige esforço cognitivo do aprendiz; e o terceiro, que o avaliador é capaz de distinguir o que o estudante sabe do que ele produziu. Os três pressupostos são examinados nas dimensões conceitual, empírica, epistemológica e ética, a partir de marcos normativos internacionais e nacionais e de evidências sobre autoria, integridade acadêmica e atrofia cognitiva. Conclui-se que a incorporação acrítica da IAGen, sem que o campo nomeie o que está sendo comprometido, é mais perigosa do que a ferramenta em si.
