MATOFOBIA EM PROFESSORAS DO ENSINO FUNDAMENTAL: INTERSECCIONALIDADES ENTRE CURRÍCULO, GÊNERO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

  • Guilherme Santinho Jacobik Instituto Superior de Educação de São Paulo - ISESP Singularidades
  • Gabriella Helena Valadares Cruz Instituto Superior de Educação de São Paulo - ISESP Singularidades
  • Lohany Galeno Lepinski Instituto Superior de Educação de São Paulo - ISESP Singularidades

Resumen

O presente artigo resulta de uma pesquisa de iniciação científica que busca compreender a matofobia (Papert, 1988) — medo ou aversão à Matemática —, fenômeno recorrente no contexto educacional brasileiro. Com base em diferentes autores, discutem-se os fatores históricos, culturais, emocionais e pedagógicos que contribuem para essa fobia. Argumenta-se que ela decorre de metodologias inadequadas, expectativas sociais distorcidas e práticas pedagógicas descontextualizadas. A pesquisa, de natureza qualitativa (Gatti; André, 2011), investiga também os impactos da matofobia na formação e atuação de professoras do Ensino Fundamental, partindo da hipótese de que a questão de gênero introduz uma interseccionalidade que acentua ainda mais esses efeitos. Foram entrevistadas sete mulheres docentes, atuantes nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, por meio de formulário digital composto por questões abertas. Os resultados revelam que as barreiras enfrentadas por mulheres na Matemática são diversas e interligadas — simbólicas, pedagógicas, familiares e institucionais —, exigindo mais do que a simples inserção de referências femininas nos currículos. Apontam para a necessidade de repensar práticas escolares, expectativas sociais e políticas educacionais que reforçam desigualdades históricas. Conclui-se que o desafio vai além de formar meninas para a Matemática: é preciso transformar a própria Matemática em um espaço mais acolhedor, justo e inclusivo para todas as identidades, especialmente as de gênero feminino.

Cómo citar
JACOBIK, G. S.; CRUZ, G. H. V.; LEPINSKI, L. G. MATOFOBIA EM PROFESSORAS DO ENSINO FUNDAMENTAL: INTERSECCIONALIDADES ENTRE CURRÍCULO, GÊNERO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS. Educte: Revista Científica do Instituto Federal de Alagoas, v. 16, n. 1, p. 140-152, 11.
Sección
Artigos