HISTÓRIA EM QUADRINHOS E TECNOLOGIAS ASSISTIVAS
ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO DE ESTUDANTES COM DISLEXIA
Abstract
Esta pesquisa teve como objetivo analisar a utilização de histórias em quadrinhos associadas a tecnologias assistivas como estratégias pedagógicas para o ensino de estudantes com dislexia, buscando compreender de que forma essa integração pode favorecer o desenvolvimento de habilidades de leitura, escrita e expressão. O estudo foi desenvolvido a partir de um delineamento qualitativo, estruturado como estudo de caso e relato de experiência, envolvendo um único participante do Ensino Fundamental II. O referencial teórico fundamentou-se nos conceitos de multiletramentos, metodologias ativas e práticas inclusivas, contemplando ainda princípios da metodologia de Resposta à Intervenção. A intervenção ocorreu em etapas que incluíram levantamento de conhecimentos prévios, atividades presenciais mediadas por metodologias diversificadas, uso de recursos multimodais e integração de ferramentas digitais como softwares de leitura em voz alta e reconhecimento de fala. As histórias em quadrinhos, tanto na leitura quanto na produção, foram utilizadas como recurso mediador, explorando sua estrutura sequencial e elementos visuais para apoiar a compreensão textual e a organização narrativa. As tecnologias assistivas possibilitaram que o estudante superasse barreiras relacionadas à decodificação e à escrita, favorecendo a autonomia e a participação nas atividades. Os resultados evidenciaram avanços no desempenho acadêmico, na clareza e coerência da produção textual, bem como no engajamento e na interação social. A experiência demonstrou que a combinação entre histórias em quadrinhos e tecnologias assistivas é capaz de criar um ambiente de aprendizagem acessível e funcional, que respeita as especificidades do estudante e promove oportunidades de desenvolvimento integral. O estudo aponta ainda que a eficácia dessa abordagem depende do planejamento pedagógico, da seleção criteriosa dos recursos e da mediação ativa do professor, de modo a garantir que a prática seja adaptada às necessidades e ao ritmo de aprendizagem do aluno.