O debate distorcido e mal pronunciado sobre a intolerância de gênero nas ágoras sociais – escolas

  • Filipe Torres de Melo Universidade Estadual de Alagoas
  • Kaline Pacífico de Araújo Santos UNEAL

Resumo

No âmbito educacional, a intolerância envolvendo as minorias, principalmente as não heteronormativas, mostrou ser de grande relevância mundial devido ao fato de ter passado por constantes mudanças, sendo elas positivas ou negativas e, muitas vezes, independentes da aceitação popular, gerando uma série de fenômenos, que, posteriormente, resultaram numa série de leis e garantias na contemporaneidade. À luz disso, diversos filósofos, como Michel Focault e Paulo Freire, dedicaram-se a escrever trabalhos sobre o papel da escola dentro do corpo social, pondo em pauta a questão do ser intolerante – algo extremamente visto dentro do seio escolar - em relação aos que possuem determinações sexuais diferentes, uma vez que a escola tem papel fundamental como agente construtor, coesivo e harmônico. Por esse motivo, surge a necessidade de se estudar acerca do avanço das minorias homoafetivas no que diz respeito à sua vivência dentro do sistema educacional brasileiro, bem como os desafios de convivência com os que enxergam a desigualdade como fator negativo, algo que se reflete tanto na aprendizagem quanto nas relações sociais do educando.

Biografia do Autor

Filipe Torres de Melo, Universidade Estadual de Alagoas
Graduando em Direito pela UNEAL (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS) e em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Estácio de Sá. Tem experiência em sala de aula, principalmente no que tange à produção textual, com "expertise" no tipo dissertativo-argumentativo, leciona Redação e Língua Portuguesa para concursos e vestibulares.
Kaline Pacífico de Araújo Santos, UNEAL

Professora do Bacharelado de Direito, Campus VI, Uneal, Maceió – Brasil.

Referências

BISCALCHIM, Silvana Maria. A(o) Pedagoga(o) no Enfrentamento às Questões de Gênero e diversidade Sexual no Interior da Escola. Curitiba: Cadernos PDE, 2014.

BRASIL. Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos - Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Ministério da Educação, Ministério da Justiça, UNESCO, 2007.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988;

BRASIL. Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Brasília: UNESCO. 2010.

BRASIL/MEC. Escola que protege: enfrentando a violência contra crianças e adolescentes. FALEIROS, Vicente de Paula; FALEIROS, Eva Silveira. Brasília: UNESCO. 2º ed. Coleção Educação para Todos. 2008.

CARRARA, Sergio. Educação, diferença, diversidade e desigualdade. In: Gênero e diversidade na escola: formação de professoras/es em Gênero, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais. Livro de conteúdo. Versão 2009. – Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília : SPM, 2009.

CLAUDE, Richard Pierre. Direito à Educação e Educação para Direitos Humanos. São Paulo: Revista Internacional de Direitos Humanos, 2004.

FANTE C. Fenômeno bullying: como prevenir a violência e educar para a paz. São Paulo: Verus, 2005.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 50. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.

GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 2009;

JESUS, Beto de et al. Diversidade sexual na escola: uma metodologia de trabalho com adolescentes e jovens. / Beto de Jesus. Ed. Especial, revista e ampliada. – São Paulo: ECOS – Comunicação em Sexualidade, 2008. 92 p.

LAURETIS, T. A tecnologia do gênero. In: HOLLANDA, B.H. Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.

LOURO; G. L. Gênero, Sexualidade e Educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis: Vozes, 1997

MORAES, Larissa Messias. Intolerância, direitos humanos e socialização no ambiente escolar. Bauru, v. 2, n. 3, p. 69-87, jul./dez. 2014.

OLIVEIRA, F. F; VOTRE, S. J. Bullying nas aulas de Educação Física. Movimento, Porto Alegre, v.12, n. 02, p. 173-197, 2006

RODRIGUES, A; ASSMAR, E. M. L; JABLONSKI, B. Psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2000.

ROSEMBERG, F. Caminhos cruzados: educação e gênero na produção acadêmica. Educação e Pesquisa , São Paulo, v.27, n.1, p.47-68, 2001.

ROUSSEAU, Jean-Jacques. O Contrato Social: princípios do direito político / Jean-Jacques Rousseau; tradução de Edson Bini. 2. ed. São Paulo: Edipro, 2015;

TAVARES, Selma. Educar em direitos humanos. In: SILVEIRA, Rosa Maria G, et al. (Orgs.). Educação em direitos humanos: fundamentos teórico-metodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007.

VIANNA, Cláudia; UNBEHAUM, Sandra. Contribuições da produção acadêmica sobre gênero nas políticas educacionais: elementos para repensar a agenda. In: CARREIRA, Denise. Gênero e educação: fortalecendo uma agenda para as políticas educacionais. São Paulo: Ação Educativa, Cladem, Ecos, Gelédes, Fundação Carlos Chagas, 2016. p. 55-110.

ZANELLA, L. C. H. Metodologia de estudo e de pesquisa em administração. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração / UFSC; [Brasília]: CAPES: UAB, 2009.

Publicado
2019-10-02
Como Citar
de Melo, F. T., & Santos, K. P. de A. (2019). O debate distorcido e mal pronunciado sobre a intolerância de gênero nas ágoras sociais – escolas. Diversitas Journal, 4(3), 969-987. https://doi.org/10.17648/diversitas-journal-v4i3.753